Feijão segue valorizando e agricultores temem impacto das geadas

Valorização do feijão no mercado
O mercado de feijão segue operando em cenário de valorização, tanto para o carioca quanto para o preto. Segundo o Indicador Cepea/CNA, a restrição de oferta e as incertezas climáticas observadas principalmente na região Sul do País são os principais motivos da valorização.
A média dos preços regionais do feijão carioca apresenta valorização anual superior a 70%, atingindo os maiores patamares da série histórica. Para o feijão preto, a variação anual é de 32,3%, sustentada principalmente pelo menor volume de produção nesta safra.
Impacto das geadas no feijão
A valorização segue disseminada no mercado ao longo da semana. A demanda permanece concentrada principalmente no Paraná, em função do atual ritmo de colheita no estado, com parte dos grãos apresentando elevada umidade e demandando passagem por secadores.
O movimento de cautela e restrição da oferta ganhou força após as geadas registradas no início da semana no Sul do País, especialmente em áreas de baixada. Segundo agentes consultados, os impactos nas lavouras ainda estão sendo avaliados.
Preços do feijão carioca e preto
Entre os dias 8 e 15 de maio, as cotações do feijão preto avançaram diante da procura por novos lotes e da postura mais firme dos produtores. Em Curitiba, os preços subiram 14,08%, enquanto na Metade Sul do Paraná o avanço foi de 14,29%. Em Itapeva/SP, a valorização foi de 8%.
Os aumentos também prevaleceram nas praças acompanhadas do feijão carioca notas 8 e 8,5, impulsionados pela demanda aquecida e pela limitada oferta de lotes. As maiores altas ocorreram novamente no Paraná: na Metade Sul do estado, os preços avançaram 12%, e, em Curitiba, 10,71%.
Oferta de feijão carioca nota 9 ou superior
Já para o feijão carioca peneira 12, ou nota 9 ou superior, a escassez de lotes que atendam ao padrão exigido pelas indústrias segue sustentando as cotações em níveis recordes. Na semana, o destaque foi o Noroeste de Minas Gerais, onde os preços subiram 8,29% devido ao baixo volume de grãos armazenados disponíveis. Na Metade Sul do Paraná, as valorizações foram de 3,33%, limitadas pelas condições de qualidade e pelas variedades ofertadas.