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Globo Rural anuncia vencedoras da 10ª edição do Prêmio Fazenda Sustentável

Por: Redação Valores Agro
29 de setembro de 2026
Globo Rural anuncia vencedoras da 10ª edição do Prêmio Fazenda Sustentável

Uma década de reconhecimento à sustentabilidade no campo

A revista Globo Rural divulga nesta quarta-feira os nomes das fazendas vencedoras do Prêmio Fazenda Sustentável, iniciativa que completa dez anos de existência e se consolidou como uma das avaliações mais criteriosas do setor agropecuário brasileiro. A premiação busca identificar propriedades que conseguem equilibrar, de forma simultânea, resultados econômicos consistentes, cuidado com o meio ambiente e atenção às relações sociais dentro e fora da porteira.

Ao longo de sua trajetória, o prêmio se tornou referência para produtores que desejam demonstrar, com base em critérios técnicos, que produtividade e sustentabilidade não são conceitos opostos. A edição de 2026 reforça essa proposta ao reunir fazendas de perfis muito distintos, mas unidas pelo compromisso com práticas de gestão mais responsáveis.

Diversidade geográfica e produtiva entre as finalistas

Das 18 propriedades que chegaram à fase final deste ano, observa-se uma distribuição geográfica que abrange as regiões Sudeste, Centro-Oeste, Sul e Nordeste do país. Essa amplitude territorial reflete a capilaridade do prêmio e a diversidade de realidades produtivas encontradas no campo brasileiro.

Entre as atividades desenvolvidas pelas fazendas finalistas, destacam-se ao menos dez segmentos diferentes da produção agropecuária. Os cafeicultores aparecem como maioria entre os classificados, mas a lista também contempla propriedades voltadas à cana-de-açúcar, à soja, ao milho orgânico, além de operações de pecuária leiteira e de corte, fruticultura e criação de aves.

Essa variedade evidencia que os critérios de sustentabilidade avaliados pelo prêmio não estão restritos a um único modelo de produção, mas podem ser aplicados a diferentes cadeias produtivas do agronegócio nacional.

Processo seletivo teve recorde de inscrições

O ciclo de seleção deste ano começou em março, quando 136 propriedades rurais se inscreveram para concorrer ao título, número recorde na história da premiação. Esse volume de candidaturas exigiu um processo de análise estruturado em diferentes fases, com apoio de parceiros técnicos especializados.

A condução técnica da avaliação ficou a cargo do Rabobank, do Imaflora (Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola) e da Agrotools, instituições que já colaboram com o prêmio em edições anteriores e que trouxeram metodologias específicas para verificar a regularidade e o desempenho socioambiental das fazendas inscritas.

Etapas de avaliação combinaram rigor documental e visitas técnicas

A primeira fase do processo consistiu em validações primárias, destinadas a identificar eventuais infrações ambientais ou trabalhistas registradas pelas propriedades candidatas. Nessa etapa, também foram verificadas as licenças de operação e a regularidade do Cadastro Ambiental Rural, o CAR, documento que consolida informações georreferenciadas sobre os imóveis rurais.

Na sequência, as propriedades que avançaram passaram por uma análise socioambiental mais detalhada, que incluiu o exame dos aspectos financeiros das fazendas e das certificações que elas eventualmente já possuíam. Essa etapa permitiu qualificar melhor o desempenho de cada candidata dentro dos pilares avaliados pelo prêmio.

A terceira fase envolveu a validação presencial ou remota das informações declaradas pelas propriedades, conduzida por técnicos especializados. Esse trabalho de checagem em campo, ou por meios digitais quando necessário, teve como objetivo confirmar a veracidade dos dados apresentados e dar mais consistência ao resultado final.

Banca julgadora reuniu especialistas e ex-vencedores

A definição das fazendas campeãs coube a uma banca julgadora composta por sete profissionais com experiência reconhecida em temas ligados à sustentabilidade agropecuária, entre eles especialistas técnicos e produtores que já foram premiados em edições anteriores da iniciativa.

Participaram da comissão avaliadora deste ano Fabíola Zerbini, diretora da Conexsus; Fernanda Saturni, diretora de Sustentabilidade na LDC; Fernando Sampaio, secretário-executivo da Rede de Inteligência em Agricultura e Clima, a Riac; Henrique Sloper, proprietário da Fazenda Camocim; Ludmila Rattis, pesquisadora do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia, o Ipam; Monica Neves, gerente de Responsabilidade Socioambiental da Agropalma; e Rodrigo Lima, sócio-diretor da Agroicone.

Com base nos relatórios técnicos produzidos ao longo das etapas anteriores, a banca analisou o desempenho de cada finalista e se reuniu para definir as três propriedades mais bem colocadas em cada uma das categorias de porte avaliadas pelo prêmio: pequena, média e grande propriedade.

Critérios que orientam a premiação

O Prêmio Fazenda Sustentável busca ir além do desempenho produtivo isolado, avaliando de forma integrada como cada propriedade lida com questões ambientais, sociais e de governança em sua rotina de gestão. A metodologia aplicada ao longo dos anos procura captar práticas que possam servir de referência para outros produtores rurais interessados em aprimorar sua atuação sustentável.

A segmentação por porte de propriedade, mantida desde edições anteriores, permite reconhecer iniciativas de sustentabilidade tanto em pequenos negócios familiares quanto em operações de grande escala, respeitando as diferenças estruturais entre esses perfis produtivos.

Relevância do prêmio para o setor

Ao longo de uma década, o Prêmio Fazenda Sustentável ajudou a construir um repertório de casos práticos de sustentabilidade aplicada ao campo brasileiro, servindo como referência para debates sobre o tema dentro e fora do setor agropecuário. A presença crescente de inscrições a cada edição reforça o interesse dos produtores em ter suas práticas avaliadas por critérios técnicos independentes.

A divulgação das fazendas vencedoras de 2026 marca o encerramento de um ciclo iniciado meses antes, com a expectativa de que os exemplos reconhecidos possam inspirar novas práticas de gestão em propriedades de diferentes regiões e perfis produtivos do país.

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