Safra de café deve alcançar recorde em 2026 com produção de 66,7 milhões de sacas

Produtividade e área plantada contribuem para recorde
A produção brasileira de café deve alcançar 66,7 milhões de sacas em 2026, o que é um aumento de 18% em relação à temporada passada. A estimativa é feita pelo segundo levantamento da safra divulgado pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) e reflete principalmente a recuperação da produtividade das lavouras de arábica, além de condições climáticas favoráveis nas principais regiões produtoras.
A área total destinada à cafeicultura deve crescer 3,9%, para 2,34 milhões de hectares. Desse total, 1,94 milhão de hectares estarão em produção. A produtividade média nacional é estimada em 34,4 sacas por hectare, aumento de 13% sobre o ciclo anterior.
A produção de café arábica, variedade mais exportada pelo país, deve atingir 45,8 milhões de sacas, crescimento de 28% em relação a 2025 e terceira maior safra já registrada para a cultura. Segundo a Conab, o desempenho é explicado pelos efeitos do atual ciclo de bienalidade positiva e pela melhora climática observada em importantes regiões produtoras.
Minas Gerais deve liderar produção
O principal produtor nacional, Minas Gerais, deve colher 33,4 milhões de sacas de café em 2026, avanço de 29,8% sobre o ciclo anterior. A Conab atribui o desempenho ao regime favorável de chuvas antes da florada e às boas condições climáticas até março, que favoreceram a granação das lavouras.
Expectativa de exportação
Ainda assim, as exportações brasileiras seguem pressionadas pelo baixo nível dos estoques domésticos. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços mostram que os embarques de café entre janeiro e abril de 2026 somaram 11,5 milhões de sacas, queda de 22,5% ante igual período do ano passado.
Cenário internacional
No cenário internacional, o United States Department of Agriculture projeta crescimento de 2% na produção mundial de café em 2025/26, para 178,8 milhões de sacas. Ainda assim, o órgão avalia que os preços internacionais devem permanecer sustentados diante dos baixos estoques globais e da demanda aquecida.