Crescimento econômico: baixa produtividade reacende debate na Fiepa

Impostos, arrecadação e desafios do mercado de trabalho
A indústria brasileira tem sido um dos principais atores do debate sobre a proposta de mudança na escala 6x1. O presidente da Fiepa, Alex Carvalho, afirmou que a medida é inoportuna e pode trazer prejuízos ao país.
Para Carvalho, há consenso entre os setores produtivos de que a medida é inadequada. 'O que foi aprovado na Câmara dos Deputados é muito inoportuno, é prejudicial ao Brasil como um todo', afirmou.
A posição da indústria não busca defender interesses empresariais, mas contribuir para um debate conduzido com responsabilidade. O presidente da Fiepa explicou que a entidade acompanha os possíveis efeitos da proposta por meio de um observatório da indústria.
Na avaliação da entidade, a redução da jornada elevaria os custos de produção, impacto que acabaria sendo repassado ao consumidor. 'Aqui no Pará, 45% da população vive abaixo da linha da pobreza, ou seja, serão as pessoas mais impactadas por essa atitude inconsequente', declarou.
Além disso, o presidente da Fiepa afirmou que a medida pode estimular o aumento da informalidade, cenário que reduziria a arrecadação de impostos e enfraqueceria a contribuição para o FGTS e a Previdência Social.
Alternativas e flexibilidade
O presidente da Fiepa também citou uma proposta apresentada no Senado pelo senador Rogério Marinho, que, segundo ele, tem boa aceitação entre representantes da indústria por oferecer maior flexibilidade e estar mais alinhada à realidade dos diferentes setores da economia.
Ele defendeu que 'o acordado prevaleça sobre o legislado', princípio que, em sua avaliação, fortalece a produtividade ao permitir negociações adaptadas às características de cada atividade. Precisamos debater mais sobre produtividade e sobre a melhoria da qualidade de vida da população brasileira, mas não pode ser de forma açodada', concluiu.