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Carne bovina: China mantém cotas e eleva tarifa de importação

Por: Redação Valores Agro
19 de julho de 2026
Carne bovina: China mantém cotas e eleva tarifa de importação

Impactos nas Exportações

A decisão da China de manter as cotas e aumentar a tarifa de importação de carne bovina brasileira provocou uma série de consequências para o setor exportador. Com a cota anual esgotada em pouco tempo, os embarques realizados acima do volume permitido passaram a recolher a sobretaxa adicional de 55%, elevando a carga tributária total para 67%.

Essas medidas vêm sendo duramente criticadas pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), que argumenta que inviabilizam economicamente os embarques destinados ao mercado chinês. A China era o principal destino da carne bovina brasileira, respondendo por mais da metade das exportações do setor.

Alternativas e Busca por Novos Mercados

Nesse cenário, a Abiec estima que as empresas exportadoras precisarão buscar alternativas para redirecionar parte da produção a outros mercados. Além disso, é esperado que a indústria amplie sua presença em países que já importam carne bovina brasileira.

A redução dos embarques para a China poderá aumentar a disponibilidade de carne bovina no mercado doméstico, pressionando os preços da arroba do boi gordo e da carne no atacado. No entanto, segundo a Abiec, esse efeito pode ser temporário.

Expectativas para o Futuro

A expectativa da entidade é que qualquer mudança nesse cenário dependa exclusivamente de negociações entre os governos dos dois países. Enquanto isso não acontece, o setor continuará operando dentro das novas condições impostas pelo mercado chinês.

É importante ressaltar que as medidas de salvaguarda anunciadas pela China deverão permanecer em vigor por três anos, podendo ser revisadas ao longo desse período. Nesse contexto, a Abiec e o setor exportador precisam se preparar para um novo cenário.

Implicações Econômicas

A Abiec também avalia que as medidas de salvaguarda terão implicações econômicas significativas. A redução dos embarques para a China poderá afetar não apenas o setor exportador, mas também outros segmentos da economia brasileira.

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