Tereos celebra resultado na safra 2025/26, mesmo com lucro menor

Resultados da Tereos
A safra 2025/26 foi marcada por desafios para a Tereos Açúcar e Energia Brasil, negócio do grupo francês Tereos. A empresa processou 17,9 milhões de toneladas de cana, um volume 12% inferior ao da safra anterior.
A redução da produção foi causada por uma forte seca que atingiu as lavouras que abastecem as usinas da companhia no Brasil. As chuvas até acabaram voltando nos meses seguintes, mas o potencial produtivo não se recuperou.
Para reduzir o impacto da diminuição do esmagamento, a Tereos voltou toda a sua operação para o açúcar, que já havia iniciado a safra com uma grande parcela da produção com preços fixados a valores remuneradores.
O lucro líquido da empresa diminuiu 62% na safra, para R$ 137 milhões. A receita líquida caiu 16%, para R$ 5,7 bilhões, enquanto o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) recuou 29%, para R$ 1,3 bilhão.
No entanto, apesar das quedas, a companhia comemora que esse é o terceiro melhor resultado de sua história. A situação destoou do desempenho financeiro da Tereos global, que encerrou a safra com prejuízo de 590 milhões.
A redução do endividamento e da alavancagem na safra 2025/26 foi outra conquista da companhia. A dívida líquida da Tereos recuou 19%, para R$ 2,2 bilhões, o menor patamar em dez anos.
Previsões para a próxima safra
Pierre Santoul, diretor geral da Tereos Brasil, espera um crescimento da moagem na próxima safra, para algo entre 18 milhões e 19 milhões de toneladas. A recuperação deve refletir as chuvas favoráveis que têm sido registradas desde o início do ano.
No entanto, a safra começou com preços de açúcar abaixo do custo de produção, e os preços do etanol também chegaram a essa situação. Santoul afirma não ver sinais de reação dos preços em nenhum dos dois mercados no curto prazo.