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Diferentes destinos em cotações do etanol e açúcar

Por: Redação Valores Agro
23 de junho de 2026
Diferentes destinos em cotações do etanol e açúcar

Desempenho dos preços

O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) informou que os principais derivados da cana-de-açúcar estão apresentando comportamento oposto nas cotações. Enquanto o etanol anidro e hidratado têm mostrado alta no mercado paulista, as cotações do açúcar cristal branco continuam em queda.

Entre 15 e 19 de junho, o indicador Cepea/Esalq para o etanol hidratado registrou o preço médio de R$ 2,2429 o litro, uma alta semanal de 0,82%. Para o anidro, a cotação ficou em R$ 2,5311 o litro, aumento de 0,11% no mesmo período.

Açúcar sob pressão

Já o açúcar cristal branco registrou, nesta segunda-feira (22/6), o preço médio de R$ 91,60 a saca de 50 quilos, um recuo de 1,51% no acumulado de junho.

Segundo o Cepea, as chuvas até a metade da semana passada atrapalharam a moagem em algumas unidades produtoras e reduziram o ritmo da colheita de cana. No entanto, enquanto os vendedores de etanol estiveram mais firmes nos preços, o volume de açúcar disponível tem sido suficiente para manter o movimento baixista para o adoçante.

Demanda e oferta

Pelo lado da demanda, os volumes negociados de etanol hidratado aumentaram em Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Em São Paulo, o volume seguiu estável nas últimas duas semanas.

Ainda assim, de acordo com pesquisadores do Cepea, distribuidoras adotam postura cautelosa em um cenário de produção robusta de etanol e estoques superiores aos do mesmo período da safra passada.

Expectativa do mercado

Para o etanol anidro, o volume negociado no spot segue expressivo há duas semanas. A expectativa da aprovação pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) do aumento da mistura de anidro à gasolina, o E32, marcada em votação para esta quarta-feira (24/6) tem aquecido os negócios envolvendo esse tipo de combustível.

Em relação ao açúcar, dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) indicaram recuo expressivo de 25% na produção no Centro-Sul na segunda quinzena de maio frente ao mesmo período do ano anterior, para 2,19 milhões de toneladas.

Pesquisadores do Cepea apontam que esse resultado reflete tanto as chuvas acima da média em parte de São Paulo e de Mato Grosso do Sul quanto o maior direcionamento de cana para a produção de etanol.

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