IPMA alerta para risco muito elevado de incêndio em 24 concelhos de Portugal

Alerta abrange cinco distritos portugueses
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) emitiu um alerta apontando que vinte e quatro concelhos distribuídos por cinco distritos de Portugal apresentam, nesta data, perigo muito elevado de incêndio rural. A classificação foi divulgada no site oficial do instituto e serve como referência para autoridades locais, equipes de combate a incêndios e população em geral, que devem redobrar a atenção em atividades que possam gerar ignições em áreas florestais e rurais.
Os distritos afetados pelo alerta são Faro, Portalegre, Santarém, Viseu e Castelo Branco, regiões que concentram áreas de vegetação densa e historicamente sensíveis à propagação de incêndios florestais durante períodos de maior estiagem ou condições climáticas específicas.
Concelhos sob risco no distrito de Faro
No distrito de Faro, seis concelhos foram classificados com perigo muito elevado de incêndio: Faro, Silves, Loulé, Tavira, Portimão e Monchique. A região do Algarve é conhecida por sua vegetação típica mediterrânea, fator que contribui para a vulnerabilidade da área diante de condições climáticas propícias à propagação de fogo.
A presença de múltiplos concelhos turísticos nessa lista reforça a necessidade de atenção redobrada, já que essas áreas recebem fluxo intenso de visitantes, o que pode aumentar o risco de ignições acidentais relacionadas a atividades humanas em períodos de maior perigo.
Situação em Santarém e Portalegre
No distrito de Santarém, o concelho da Chamusca também foi incluído na lista de perigo muito elevado. Já no distrito de Portalegre, cinco concelhos receberam a mesma classificação: Nisa, Portalegre, Castelo de Vide, Marvão e Gavião.
Esses municípios, localizados em regiões de relevo e vegetação diversificados, somam-se ao conjunto de áreas monitoradas de perto pelas autoridades responsáveis pela prevenção e combate a incêndios florestais em Portugal.
Castelo Branco concentra o maior número de concelhos em alerta
O distrito de Castelo Branco é o que apresenta maior número de concelhos classificados com perigo muito elevado de incêndio, totalizando oito municípios: Proença-a-Nova, Castelo Branco, Oleiros, Sertã, Vila de Rei, Sardoal, Mação e Vila Velha de Ródão.
A concentração expressiva de áreas em risco nesse distrito reflete características geográficas e climáticas da região, que historicamente figura entre as mais suscetíveis a incêndios florestais de grandes proporções em território português.
Viseu também integra lista de alerta
Completando o conjunto de regiões sob perigo muito elevado, o distrito de Viseu teve quatro concelhos classificados nessa condição: Santa Comba Dão, Viseu, Oliveira de Frades e Vouzela.
A inclusão desses municípios amplia a abrangência geográfica do alerta, demonstrando que o risco elevado não se restringe a uma única região do país, mas se espalha por diferentes áreas com características ambientais distintas.
Como funciona a escala de perigo de incêndio
O sistema utilizado pelo IPMA para classificar o perigo de incêndio rural possui cinco níveis, que variam de reduzido a máximo. Essa metodologia é amplamente utilizada para orientar ações preventivas e mobilizar recursos de forma proporcional ao risco identificado em cada região.
Os cálculos que determinam o nível de perigo consideram variáveis como temperatura do ar, umidade relativa, velocidade do vento e volume de precipitação registrado nas 24 horas anteriores à análise. A combinação desses fatores permite uma avaliação técnica sobre a probabilidade de ignição e propagação de incêndios em determinada área.
Previsão do tempo indica instabilidade
Para o dia de hoje, o IPMA prevê períodos de céu muito nublado, com redução gradual da nebulosidade a partir do fim da manhã, principalmente nas regiões litorâneas do país. A previsão também indica a ocorrência de aguaceiros desde o início da manhã no interior da região Norte, com extensão para o interior das regiões Centro e Sul ao longo do dia.
Esses aguaceiros podem se intensificar durante a tarde, apresentando possibilidade de granizo e trovoadas em alguns pontos, especialmente nas áreas de interior onde a instabilidade atmosférica tende a ser mais acentuada.
Vento e temperaturas em queda
Quanto ao vento, a previsão aponta para intensidade fraca a moderada, com rajadas de até 30 km/h provenientes do quadrante norte. Nas terras altas das regiões Norte e Centro, o vento deve se tornar moderado a forte, com rajadas entre 30 e 45 km/h vindas de nordeste, tanto no início da manhã quanto a partir do final da tarde.
Em relação às temperaturas, o IPMA prevê uma redução nos valores máximos na maior parte do território, com exceção do litoral Norte, onde é esperada uma leve elevação. As máximas devem variar entre 18°C, em Bragança e na Guarda, e 29°C, em Évora, evidenciando a diferença climática entre regiões do interior e do sul do país.
Semana deve ser marcada por queda de temperatura e chuvas
Segundo as projeções do instituto meteorológico, a semana será caracterizada por temperaturas mais baixas e chuvas mais frequentes nas regiões do interior de Portugal. A previsão indica ainda a ocorrência de aguaceiros e trovoadas já a partir do fim de semana, reforçando a tendência de instabilidade atmosférica nos próximos dias.
Em comparação com a semana anterior, espera-se uma queda geral nas temperaturas, movimento que pode contribuir para uma redução gradual do risco de incêndio em algumas áreas, dependendo da intensidade e distribuição das precipitações previstas.
As autoridades locais devem continuar monitorando a evolução das condições meteorológicas, já que mudanças bruscas de temperatura, umidade e vento têm impacto direto na classificação diária do perigo de incêndio rural nas regiões afetadas.