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Britânia recebe aval do governo federal para exportar frutas e hortaliças

Por: Redação Valores Agro
13 de outubro de 2026
Britânia recebe aval do governo federal para exportar frutas e hortaliças

Autorização amplia mercado para produtores goianos

O município de Britânia, localizado na região do Vale do Araguaia, em Goiás, recebeu do Ministério da Agricultura e Pecuária a autorização necessária para exportar melancia, melão e abóbora a destinos internacionais que impõem restrições fitossanitárias. A liberação representa um avanço significativo para os produtores locais, que passam a ter acesso facilitado a mercados antes fora de alcance devido a exigências sanitárias específicas.

A decisão foi formalizada por meio de portaria da Secretaria de Defesa Agropecuária, vinculada ao Mapa, publicada no Diário Oficial da União no início de outubro. O documento habilita formalmente o comércio das cucurbitáceas produzidas no município com países integrantes do Mercosul, como Argentina, Paraguai e Uruguai, que mantêm protocolos rigorosos de controle sanitário para produtos agrícolas importados.

Novos mercados internacionais se abrem para Goiás

Além do bloco sul-americano, Goiás já vinha ampliando seu alcance comercial no exterior. Recentemente, os Emirados Árabes Unidos passaram a figurar entre os compradores das cucurbitáceas produzidas no estado, um movimento que reforça a inserção do agronegócio goiano em cadeias internacionais mais exigentes do ponto de vista sanitário.

Essa diversificação de destinos comerciais é vista como estratégica para reduzir a dependência de poucos mercados e aumentar a previsibilidade de receita para os produtores rurais envolvidos no cultivo de frutas e hortaliças na região.

Goiás consolida liderança na produção de melancia

O estado ocupa a posição de maior produtor nacional de melancia, com volume de exportação que já ultrapassa 33 mil toneladas da fruta. A essa produção somam-se cargas de melão e abóbora, que complementam a pauta de exportação agrícola do estado e fortalecem a presença goiana no comércio internacional de hortifrutigranjeiros.

O avanço da fruticultura tem significado direto na geração de emprego na região produtora. Segundo dados da própria Agrodefesa, o cultivo de frutas demanda maior volume de mão de obra por hectare quando comparado às culturas tradicionais do estado, o que amplia o impacto social da atividade nas comunidades locais.

Impacto econômico e social no interior do estado

O fortalecimento da fruticultura é apontado como fator relevante para a fixação de famílias no interior de Goiás, já que a atividade exige acompanhamento constante das lavouras e gera postos de trabalho ao longo de todo o ciclo produtivo, da plantação à colheita.

A circulação de renda proporcionada pela cadeia produtiva de frutas tem reflexo direto na economia municipal, favorecendo o comércio local e os serviços associados à logística e ao escoamento da produção. Esse dinamismo econômico é um dos argumentos utilizados pelas autoridades sanitárias para justificar o investimento em ampliar o número de municípios aptos a exportar.

Controle sanitário é condição para manter as vendas externas

Para que a autorização de exportação seja mantida, equipes técnicas da Agrodefesa atuam diretamente nas áreas de produção realizando vistorias periódicas e instalando armadilhas para monitoramento da mosca-das-frutas. A praga é classificada como quarentenária e representa um dos principais obstáculos sanitários para a liberação de frutas brasileiras em mercados internacionais mais exigentes.

O monitoramento constante é essencial para comprovar, junto aos órgãos reguladores internacionais, que a região produtora mantém baixa ou nula incidência da praga, condição indispensável para a manutenção dos protocolos de exportação já conquistados.

Esse trabalho de campo envolve coleta de dados, análise laboratorial e elaboração de relatórios técnicos que são posteriormente encaminhados ao Ministério da Agricultura, órgão responsável por validar as condições fitossanitárias exigidas pelos países importadores.

Outros municípios buscam a mesma certificação

Segundo a Agrodefesa, diversas outras cidades produtoras de frutas e hortaliças em Goiás já se encontram em processo de amostragem fitossanitária, etapa inicial para que possam, no futuro, obter autorização semelhante à conquistada por Britânia.

A expectativa da entidade é apresentar novos relatórios técnicos ao Ministério da Agricultura nos próximos meses, de forma a ampliar progressivamente o número de municípios goianos habilitados para exportação. A meta estabelecida pelo órgão é consolidar esse processo até 2027, ano que deve marcar uma expansão relevante na capacidade exportadora do estado.

Perspectivas para o setor produtivo goiano

A ampliação do número de municípios certificados tende a fortalecer a posição de Goiás como polo nacional de produção e exportação de cucurbitáceas, consolidando a fruticultura como atividade econômica relevante dentro do agronegócio estadual.

O processo de certificação sanitária, embora exija investimento contínuo em monitoramento e controle de pragas, é apontado pelas autoridades como caminho necessário para garantir competitividade internacional e abrir novas frentes comerciais para os produtores rurais da região.

Com a experiência acumulada em Britânia, a Agrodefesa espera replicar o modelo de vigilância fitossanitária em outras áreas produtoras, criando uma rede mais ampla de municípios aptos a atender às exigências de mercados externos cada vez mais rigorosos quanto à origem e à sanidade dos alimentos importados.

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