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Futuros do Milho pressionados pela Colheita da Safrinha

Por: Redação Valores Agro
17 de junho de 2026
Futuros do Milho pressionados pela Colheita da Safrinha

Pressão da Safrinha

O mercado do milho seguiu caminhos diferentes nesta terça-feira (16) entre a Bolsa de Chicago e a B3, com o cenário internacional apresentando ajustes técnicos e cotações em campo misto, enquanto na B3 terminaram o dia no vermelho, pressionadas pelo avanço da colheita da safrinha.

A colheita da segunda safra tem sido um dos principais fatores que influenciam as cotações do milho no mercado nacional. Os dados recentes da Conab dão conta de que os trabalhos de campo já alcançaram 6,7% da área total do país, trazendo mais oferta ao mercado.

O estado de Mato Grosso, principal produtor, já colheu mais de 10% de sua área e sinaliza produtividades acima do esperado, o que limita o fôlego das cotações. Nesta terça-feira, as cotações terminaram o pregão recuando entre 0,03% e 0,6%, levando o julho a R$ 63,97 e o janeiro a R$ 73,44 por saca.

Demanda pelo Cereal Norteamericano

A demanda pelo cereal norte-americano também permanece em evidência e pode seguir impactando as cotações. As previsões indicam um bom cenário para o desenvolvimento dos campos até o final deste mês, mas com sinais importantes para julho, com a possibilidade de tempo um pouco mais seco.

A colheita da safrinha no Brasil está sendo acompanhada de perto pelo mercado internacional. Os futuros do milho, na CBOT, caíram nos primeiros contratos e subiram nos mais alongados. O julho encerrou os negócios com US$ 4,13 e baixa de 1,75 ponto, enquanto o dezembro subiu 0,75 ponto para US$ 4,42 por bushel.

Análise do Mercado

Analistas e consultores afirmam que faltam notícias novas e fortes ao mercado e que, enquanto isso, se apega ainda ao bom desenvolvimento da nova safra norte-americana - com uma elevação da qualidade das lavouras trazida ontem pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) -, ao passo em que monitora o clima para as próximas semanas e meses no Meio-Oeste dos EUA.

Segundo Yuri Mikos, analista de mercado da AgRural, os preços podem continuar pressionados no mercado nacional, uma vez que a colheita vai ser grande, mesmo com perdas em Goiás, Minas Gerais e São Paulo, já que as produtividades em Mato Grosso estão maiores e vão compensar as baixas nos demais estados.

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