China reconhece Brasil como livre de febre aftosa, abrindo mercado para carne suína

Impacto da decisão chinesa no setor de proteínas animais
A decisão da China, comunicada em 2 de junho, reconhecendo o Brasil como livre de febre aftosa, é um passo importante para a abertura do mercado chinês às exportações brasileiras de carne suína. Atualmente, apenas sete plantas em Santa Catarina estão habilitadas para enviar carnes com osso e miúdos externos ao país asiático.
Com essa liberação, o Brasil pode aumentar significativamente suas vendas ao mercado chinês, que é considerado um dos mais lucrativos do mundo. A expectativa é de um acréscimo de US$ 100 milhões (R$ 507 milhões) na balança comercial brasileira.
Reorganização da cadeia produtiva
O presidente da ABPA, Ricardo Santin, afirma que o impacto imediato dessa decisão pode ser um aumento de 40.000 toneladas nas exportações de carne suína para a China. Além disso, empresas que vendem para outros mercados vão direcionar suas mercadorias para a China, aumentando ainda mais as oportunidades comerciais.
Produtos como pata, orelha e rabo, anteriormente proibidos, agora podem ser exportados ao país asiático. Segundo Santin, a expectativa é que essas mudanças trarão um aumento significativo no faturamento da indústria suína brasileira.
Desafios futuros
No entanto, ainda há desafios por superar. A liberação para exportação de miúdos internos –fígado, coração, língua e rins– está pendente na alfândega chinesa. O acordo sobre os termos técnicos e sanitários foi alcançado no final de maio, mas ainda não há previsão para a conclusão das negociações.
Além disso, o setor de proteína animal enfrenta as tarifas anunciadas pelo governo dos Estados Unidos. Embora as exportações brasileiras para os EUA sejam pequenas, com cerca de 60.000 toneladas por ano, a medida pode afetar o mercado de suínos.
Em resumo, a decisão da China é um passo importante na abertura do mercado chinês às exportações brasileiras de carne suína. Com a liberação de novas mercadorias e a reorganização da cadeia produtiva, o Brasil pode aumentar suas vendas ao mercado chinês e melhorar seu faturamento.