Furto de Soja em Rodovias de Rio Grande Preocupa Caminhoneiros e Forças de Segurança

Impactos do Crime

O furto de soja nas rodovias de Rio Grande tem se tornado um problema recorrente durante a safra. Além dos danos financeiros aos caminhoneiros, as perdas também têm implicações na segurança das estradas.

Segundo a PRF, os criminosos costumam agir em momentos de vulnerabilidade dos veículos, como enquanto os motoristas retornam na rodovia ou esperam para acessar os terminais portuários. Muitas vezes, eles chegam de motocicleta e aproveitam que o tombador está sem cadeado ou trava.

Perdas Financeiras

A cada ocorrência de derrame de carga ou roubo de soja, os caminhoneiros sofrem prejuízos significativos. Conforme o Sindicato dos Transportadores Autônomos de Bens de Rio Grande (Sindicam), em muitos casos a responsabilidade pela carga recai sobre o motorista.

Quando os grãos entram em contato com sujeira, umidade ou resíduos, a carga perde valor comercial e costuma ser destinada à ração animal ou vendida com forte desvalorização. A saca de soja de 60 quilos varia entre R$ 105 e R$ 135 no mercado brasileiro.

Prevenção e Combate

A PRF orienta os caminhoneiros a utilizar cadeados e travas nos tombadores das carretas e evitar chegar com antecedência aos terminais para reduzir o tempo parado no acostamento. Outra recomendação é registrar boletim de ocorrência.

Avalia-se que as operações policiais e prisões reduzem temporariamente os casos, mas os grupos mudam a forma de atuação. O crime não termina, ele muda de lugar.

Pecuária

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