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Gado Morto por Frio: Impactos da Crise Climática no Pecuarista

Gado Morto por Frio: Impactos da Crise Climática no Pecuarista

Crise Climática afeta o Pecuarista

A Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro) confirmou as mortes por hipotermia de 83 bovinos em cinco propriedades rurais da região sul do estado, entre os dias 22 e 24 de maio. A onda de frio intenso que atingiu Mato Grosso do Sul resultou em uma queda brusca de temperatura associada a chuvas e ventos fortes.

Essa combinação climática impediu que os animais mantivessem o equilíbrio térmico interno necessário para a sobrevivência das funções vitais. As ocorrências foram registradas principalmente nos municípios de Nova Andradina e Angélica.

Impactos na Produção

A causa clínica das mortes é a hipotermia severa. Os animais criados a pasto ficam expostos diretamente às variações do tempo. Quando a temperatura cai rapidamente e é acompanhada de umidade, o corpo do animal perde calor mais rápido do que consegue produzir.

Especialistas explicam que o vento forte atua como um agravante, pois retira a camada de ar quente que fica próxima à pele do gado, aumentando a sensação de frio. Sem abrigos naturais ou artificiais, o gado entra em colapso térmico.

Comparação com 2023

Embora o número de 83 animais seja alarmante para os produtores afetados, a Iagro ressalta um dado comparativo importante. Em 2023, Mato Grosso do Sul registrou uma tragédia muito maior, com a perda de mais de 2.700 cabeças de gado em um único evento de frio.

Recomendações para o Pecuarista

A nutrição adequada também ajuda o animal a enfrentar o frio, fornecendo a energia necessária para a produção de calor corporal. A recomendação é que o pecuarista busque proteger o rebanho em áreas de invernada — locais de pastagem — que possuam capões de mata ou barreiras contra o vento.

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