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Redução no ritmo de abates em frigoríficos brasileiros

Por: Redação Valores Agro
24 de junho de 2026
Redução no ritmo de abates em frigoríficos brasileiros

Estratégias em busca do equilíbrio

Com as exportações brasileiras de carne bovina para a China atingindo 65,4% da cota anual estabelecida, os frigoríficos nacionais estão mudando sua estratégia para evitar sofrer punições fiscais severas ao chegar ao destino. A redução no ritmo de abates e a produção de cortes específicos de carne são medidas preventivas que visam proteger o ganho financeiro das empresas.

Desde o início do ano, os chineses importaram 723,7 mil toneladas de carne bovina do Brasil. Esse volume totaliza os envios dos primeiros cinco meses de 2026 e também inclui cargas que foram vendidas no final de 2025, mas que só tiveram a chegada registrada a partir de janeiro.

A aceleração das vendas em abril e maio gerou forte movimentação nos portos nacionais. Em abril, as indústrias brasileiras enviaram 135 mil toneladas de carne bovina in natura, enquanto em maio os embarques cresceram para 154 mil toneladas.

Alguns analistas de mercado acreditavam que o volume de vendas já teria atingido 80% da cota (o limite máximo de importação com tarifa reduzida) no início de junho. No entanto, as expectativas são divididas entre os empresários e as lideranças do agronegócio nacional.

Um grupo de exportadores avalia que o período seguro para realizar novos embarques de carne termina no fim deste mês de junho. Para esse grupo, o encerramento dos envios em junho garante que o produto chegue à China em cerca de 45 dias, permitindo que a carne entre no mercado asiático ainda dentro da cota, sem pagar a taxa extra de 55%.

Por outro lado, uma segunda ala de empresários indica que as indústrias podem continuar realizando os embarques até a primeira semana de julho. Eles afirmam que essa extensão do prazo não trará prejuízos financeiros imediatos para o agronegócio.

Projeções e visões

A expectativa é que o anúncio oficial do esgotamento total da cota de importação da China ocorra apenas no mês de setembro. Isso pode gerar uma mudança nos números totais da exportação da proteína, alterando a situação financeira das empresas envolvidas.

A redução no ritmo de abates e a produção de cortes específicos de carne são medidas que visam equilibrar as necessidades dos compradores chineses com as punições fiscais potenciais. A situação divide as opiniões dos empresários e das lideranças do agronegócio nacional, com alguns grupo de exportadores avaliando que o período seguro para realizar novos embarques de carne termina no fim deste mês de junho.

Consequências financeiras

O principal motivo para essa freada na produção é evitar que a carne brasileira sofra punições fiscais severas ao chegar ao destino. Caso os limites da cota anual sejam ultrapassados, as cargas correm o risco de ser sobretaxadas de forma pesada pelas autoridades alfandegárias.

A taxa extra corresponde a 55% sobre o valor total da mercadoria que entrar no país asiático fora do limite estabelecido. Essa punição financeira pode gerar perdas significativas para as empresas envolvidas, afetando a situação econômica do agronegócio nacional.

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