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Carabineiro morto em fiscalização em Lo Espejo é lembrado por trajetória de quase nove anos na instituição

Por: Redação Valores Agro
28 de setembro de 2026
Carabineiro morto em fiscalização em Lo Espejo é lembrado por trajetória de quase nove anos na instituição

Uma trajetória marcada pelo compromisso institucional

A morte do cabo segundo Christopher Andrés Aguilera Fernández, ocorrida neste domingo durante uma fiscalização policial na comuna de Lo Espejo, no Chile, expôs ao público os detalhes de uma carreira de quase nove anos dedicada ao serviço de Carabineros. A corporação, responsável pela segurança pública no país, divulgou informações sobre sua formação, ascensão funcional e os diversos reconhecimentos recebidos ao longo do período em que esteve na ativa.

Nascido em 15 de julho de 1996, na comuna rural de Peñaflor, na Região Metropolitana, Aguilera ingressou oficialmente na instituição em 29 de janeiro de 2018, como aluno da Escola de Formação de Carabineros Alguacil Mayor Juan Gómez de Almagro, localizada em Cerrillos. Desde os primeiros meses de formação, já demonstrava desempenho de destaque, especialmente em atividades esportivas ligadas à instituição.

Primeiros anos de formação e ingresso no serviço operativo

Ainda durante o primeiro ano como aluno da escola de formação, Aguilera recebeu uma felicitação institucional por sua participação em competições organizadas pela Confederação Esportiva da Defesa Nacional. Na ocasião, obteve resultados positivos em provas de tiro, representando sua unidade de formação.

Em janeiro de 2019, já formado, foi nomeado carabineiro e destinado à 62ª Delegacia de San Bernardo, unidade em que iniciou de fato sua trajetória no serviço operativo. Foi nesse período inicial de atuação nas ruas que passou a acumular experiência prática em procedimentos policiais, área que marcaria toda a sua carreira.

Ascensão funcional e mudança de destino

Em fevereiro de 2022, Aguilera foi promovido ao posto de cabo segundo, um avanço que consolidou uma trajetória já caracterizada pela participação ativa em operações e serviços de rotina. A promoção reforçou o reconhecimento interno sobre seu desempenho nos anos anteriores de serviço.

Posteriormente, em agosto de 2024, foi transferido para a 42ª Delegacia de Radiopatrulhas e Intervenção Policial, unidade em que permanecia atuando no momento de sua morte. Foi justamente durante um serviço dessa unidade, na população Las Dunas, em Lo Espejo, que Aguilera se deparou com um indivíduo em situação migratória irregular no país, que efetuou disparos contra o policial no momento em que este tentava realizar uma fiscalização de rotina.

Reconhecimentos acumulados ao longo da carreira

Durante seus anos de serviço, o cabo segundo recebeu ao todo dez felicitações formais por seu desempenho profissional, compromisso institucional e cumprimento do dever. Os registros indicam que essas menções estavam distribuídas ao longo de praticamente toda sua trajetória, desde os primeiros anos em San Bernardo até os últimos meses de atuação em Lo Espejo.

Já em 2021, ainda prestando serviço em San Bernardo, foi reconhecido por sua participação em procedimentos que resultaram na detenção de pessoas envolvidas em delitos como roubo com intimidação, além de infrações relacionadas à posse irregular de armas e munições.

No ano seguinte, em 2022, novos reconhecimentos vieram associados ao seu profissionalismo durante serviços ordinários e extraordinários. Parte dessas menções esteve relacionada à atuação da corporação durante o período de transição do comando presidencial, um momento que costuma exigir reforço nos esquemas de segurança.

Atuações destacadas em 2023 e 2024

Em 2023, Aguilera foi novamente reconhecido por seu desempenho em um procedimento realizado na jurisdição da Prefeitura do Maipo. A ação resultou na detenção de quatro indivíduos acusados de receptação de objetos e veículos motorizados, um episódio que reforçou sua atuação em investigações voltadas ao combate a crimes patrimoniais.

Já em maio do ano seguinte, recebeu uma nova felicitação relacionada ao cumprimento do dever, após participar da detenção de um indivíduo flagrado com porte ilegal de armamento. Meses depois, em agosto, foi novamente destacado por sua participação em um procedimento que envolveu posse irregular de armas sujeitas a controle e tráfico de cocaína.

Em outubro do mesmo ano, uma nova menção reconheceu seu senso de dever e comprometimento demonstrados em outro procedimento relacionado ao controle de armas, reforçando um padrão de atuação constante nesse tipo de ocorrência ao longo de sua carreira.

Última felicitação recebida em 2025

Já em junho deste ano, Aguilera recebeu sua última felicitação registrada, motivada por um procedimento que resultou na detenção de um suspeito por porte ilegal de arma de fogo. O episódio reforça que, mesmo próximo ao desfecho trágico de sua trajetória, o policial seguia atuando ativamente em ocorrências relacionadas ao controle de armamentos, tema recorrente em boa parte dos reconhecimentos recebidos ao longo dos anos.

Formação continuada e especialização profissional

Além do desempenho operacional, os registros institucionais destacam que Aguilera buscou aprimoramento constante ao longo da carreira. Em 2023, participou de capacitações voltadas a Direitos Humanos e Técnicas de Intervenção Policial, áreas consideradas essenciais para a atuação de agentes em contato direto com a população.

A corporação também informou que o cabo segundo passou por instrução e reciclagem em Controle de Ordem Pública, processo que integra a formação continuada exigida para o exercício de funções operacionais dentro da instituição.

Legado profissional reconhecido pela corporação

Ao anunciar os detalhes da trajetória de Aguilera, a instituição destacou que seu histórico reflete participação constante em diferentes tipos de serviços policiais, associada a um processo permanente de aperfeiçoamento profissional. Segundo a corporação, os diversos reconhecimentos recebidos ao longo dos anos evidenciam um padrão de comprometimento com o cumprimento do dever e eficácia nos procedimentos realizados.

No momento de seu falecimento, Aguilera contabilizava oito anos e oito meses de serviço efetivo dentro da instituição, período em que passou por diferentes unidades e acumulou experiência prática em áreas como combate a crimes patrimoniais, controle de armamentos e fiscalização de situações irregulares, além de ter contribuído ativamente para operações de segurança em contextos de maior sensibilidade institucional.

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