UE oficializa veto a carne brasileira a partir de setembro

Compreensão da decisão europeia
A decisão da União Europeia de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar carnes e outros produtos para os países do bloco europeu foi anunciada há cerca de um mês. A partir desta sexta-feira, 5, o veto deve entrar em vigor oficialmente.
A Comissão Europeia justificou sua posição argumentando que o Brasil não conseguiu comprovar a observância das exigências sanitárias europeias quanto ao uso de antimicrobianos em animais. Segundo fontes oficiais, a União Europeia avaliou que ainda faltam garantias adicionais.
Política de segurança alimentar e saúde pública
A política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health visa combater o uso excessivo de antibióticos no mundo. Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.
A cautela europeia não implica necessariamente que a carne brasileira esteja contaminada por medicamentos. O principal ponto da decisão europeia é regulatório e envolve rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental sobre o uso dos medicamentos.
O desafio para o Brasil
Para voltar à lista dos países autorizados a vender os produtos vetados, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados. Para isso, o país pode ampliar ainda mais as restrições legais aos medicamentos ou criar mecanismos mais rígidos de rastreabilidade para provar que os produtos exportados não utilizam as substâncias proibidas na Europa.
Alternativas para o Brasil
A segunda alternativa é considerada mais complexa porque exige monitoramento detalhado da cadeia produtiva, certificações sanitárias adicionais e custos maiores para produtores e frigoríficos. A decisão europeia impõe desafios significativos ao setor agropecuário brasileiro.
Repercussões para o Brasil
A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor.