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Tecnologia em campo: O futuro da agropecuária brasileira

15 de maio de 2026
Tecnologia em campo: O futuro da agropecuária brasileira

Desde os anos 1970, o Brasil venceu diversos desafios pela produtividade de sua agropecuária. Agora, não há necessidade de ocupar mais terras e de abertura de novas fronteiras agrícolas, mas de criar políticas de acesso digital para o pequeno produtor.

Os participantes do painel O salto da produtividade: O Brasil como fronteira tecnológica, realizado durante o São Paulo Innovation Week, concordaram que a tecnologia com IA pode trazer os pequenos produtores para o jogo. A pequena propriedade com baixa produção também precisa usar tecnologia para superar a falta de mão de obra.

Guilherme Bastos, coordenador do Centro de Estudos do Agronegócio da FGV Agro, destacou que existem dois grupos de pequenos produtores no País. O primeiro grupo é composto por 1 milhão de pessoas que interagem com o mercado, enquanto o segundo grupo é formado por quase 4 milhões de pobres que não podem ser tratados como produtores rurais formais.

O desafio para os próximos 30 anos está em incorporar o pequeno produtor ao mercado. Para isso, o setor agropecuário precisa de dados atualizados da produção brasileira para saber em que ponto o Brasil está na produção no campo. O último Censo Agro foi publicado pelo IBGE em 2017 e é necessário um novo censo para avaliar a evolução do setor com mais detalhe ao longo de 10 anos.

O País não tem seriedade no levantamento de dados. Um dos desafios está em levar conectividade para o campo, que segundo os últimos dados estaria apenas 25% coberto por acesso à internet. Dirceu Júnior, da PwC Agtech Innovation, concorda que existe uma disparidade muito grande no Brasil e diz que a tecnologia não é inclusiva e democrática.

A IA generativa e uso dos dados, o Big Data, são o que muda o jogo porque a agricultura deixa de ser reativa para olhar para a frente. É a maneira que permite fazer previsão e perceber novos cenários pela frente. As grandes empresas do setor já estão na fronteira tecnológica.

Fredrico Logemann, da SLC Agrícola, afirma que não pensa mais em expansão de território. A empresa possui 830 mil hectares, o que a coloca entre as maiores donas de terras do planeta. Para administrar tamanho espaço de produção, a empresa testa e investe em diversas tecnologias.

A primeira coisa que vem em mente é a conectividade, diz Logemann. A gente sempre teve ganho de escala e discutimos o limite máximo de espaço que pode ser administrado por um único gestor e uma equipe única. Há 20 anos, eram 20 mil hectares. Hoje já são 70 mil hectares, com o uso de telemetria, pluviômetros digitais e imagem via satélite em tempo real.

Este é o futuro da agropecuária brasileira. Com tecnologia, os pequenos produtores podem aumentar sua produtividade e competitividade, tornando-se mais inclusivos e democráticos na sociedade.

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