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Pistolagens no Vale do Rio Doce: uma realidade que persiste

Por: Redação Valores Agro
21 de junho de 2026
Pistolagens no Vale do Rio Doce: uma realidade que persiste

Pistolagens no Vale do Rio Doce: uma realidade que persiste

A região do Vale do Rio Doce, em Minas Gerais, é conhecida por sua rica produção agrícola e sua beleza natural. No entanto, essa região também tem um lado sombrio, marcado por casos de pistolagem e violência relacionada ao tráfico de drogas e à contenção territorial.

Em 8 de junho, a produtora rural Alzira Maria Theodoro Luiz, conhecida como 'influenciadora do agro', foi morta a tiros dentro da própria casa. Ela tinha 43 anos e deixou quatro filhos.

A cidade do Vale do Rio Doce chegou a ser conhecida por ser um entreposto da contratação de pistoleiros e mantém essa fama enquanto em outros lugares, como no Jequitinhonha, isso não é mais realidade.

Os casos recentes

Há vários casos recentes de pistolagem na região. Um deles foi o triplo homicídio do Córrego Ponte Alta, na zona rural do município, em 5 de novembro de 2025.

A perícia técnica recolheu no local 15 cápsulas de pistola calibre 9 mm e resquícios de entorpecentes. Três pessoas sem grau de parentesco entre si foram executadas a tiros dentro de um imóvel rural.

A investigação

A linha de investigação apontou para um acerto de contas promovido por uma associação criminosa voltada ao tráfico de drogas e à contenção territorial.

Morreram Davily Helen Batista Alves, de 18 anos, e Verônica Campos da Costa, de 32, pessoas sem registros criminais anteriores, e Nelson Teixeira de Arruda, de 60, dono da propriedade, que possuía registros antigos por injúria e ameaça.

A operação 'Certeza'

Após o crime, a polícia prendeu um homem e duas mulheres (de 24, 27 e 29 anos) escondidos em uma casa no mesmo lugarejo.

Eles caíram em contradição e tentaram ocultar celulares. Uma das suspeitas, de 27, já havia sido baleada e sobreviviu à chacina das Lavouras de Café, ocorrida em 2024.

A Chacina das Lavouras de Café

Quatro pessoas foram mortas na zona rural do município. O ataque foi planejado como uma operação de 'limpeza' e cobrança armada por um grupo que controlava uma rede clandestina de financiamento e pistolagem na região.

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